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4 de mar de 2014


O Hit do Carnaval, o tal do Lepo Lepo


Mas meu Brasil! É terça-feira de Carnaval. 

Aquela semaninha que o país aguarda ansiosamente durante um ano inteiro.

Época colorida


De beijar muito


De belas fantasias


E de muita sensualidade!



E como está o bloco do Cara do Espelho?

Enfim, você deve estar aí se perguntando: "Oh, meu Deus, mas como está sendo o carnaval do Diogo?". Pois bem, digo-lhe eu, ou melhor, mostro-lhe:


OK.
Além de estar super contagiado pela folia - sqn, - eu estou procrastinando como se não houvesse quarta-feira de cinzas. Mas deixando de enrolação, vamos ao post da semana.

O Carnaval, como conhecemos hoje, surgiu no século XI com a implantação da Semana Santa pela Igreja Católica. Os dias de carnaval são justamente os que antecedem a quarta-feira de cinzas, estes seriam dias de desfrute e deleite dos prazeres da carne antes que se iniciem os 40 dias de penitências e privações, a Quaresma, que vai até a Páscoa.
O Carnaval moderno, com desfiles e fantasias, surgiu na Era Vitoriana, no século XIX, e foi se espalhando pela Europa e por outros continentes.
Hoje em dia a festa é sinônimo de Brasil, e vice versa, nosso país possui os maiores carnavais do mundo.

O bendito Lepo Lepo

Mas o motivo deste post não é dar uma aula a respeito da folia - até porque só sei o que Nossa Senhora da Wikipedia me falou, - mas sim, trazer a letra da música de maior sucesso de período e, sem dúvida, o hit do carnaval 2014 é esse tal de Lepo Lepo, da banda baiana Psirico. Por incrível que pareça eu não a tinha ouvido inteira até aqui, não conhecia a letra e apenas via as citações da letra e também as críticas dos usuários do facebook e twitter, mas como eles não são bons formadores de opinião decidi ouvir para ver o que acho. 

Lepo lepo - Psirico


"Ah, eu já não sei o que fazer
Duro pé-rapado, com salario atrasado" 

- Lado bom: pelo menos não é funk ostentação.

"Aaaahh, eu não tenho mais por onde correr
Já fui despejado, o banco levou o meu carro
Agora vou conversar com ela, será que ela vai me querer?
"Agora vou saber a verdade se é dinheiro ou amor ou cumplicidade"

- Ok, o que dizer disso? 
- Aparentemente, é um romance entre pessoas de distintas classes socias, o cara acredita que a garota não vai mais lhe querer quando souber que ele não tem nada. Típico.
- O cara forçou algumas palavras para que entrassem nos versos, há momentos em que parece que o cantor está engasgado, ou será que está? Compondo e cantando assim era de se esperar não ter nada na vida.

"Eu não tenho carro, não tenho teto
E se ficar comigo é porque gosta"

- Então é daí que o pessoal do meu facebook tirou essa frase?!
- Mas é uma verdade, para ficar com alguém assim tem que gostar mesmo.
- Um ponto positivo: até aqui a música conseguiu criar e desenvolver um ambiente e, nele, inserir conflitos, características próprias da narrativa. Falo isso porque a música brasileira geralmente fica reduzida a frases como "você é isso, você é aquilo", "sem você eu sou isso, sem você eu sou aquilo", etc. Essas músicas criam uma imagem completa na sua cabeça, mas ela é estática. E até aqui Lepo lepo nos contou uma história, certo? Até aqui.

... e se ficar comigo é por que gosta
do meu Rá rá rá rá rá rá rá Lepo Lepo
É tão gostoso quando eu
Rá rá rá rá rá rá rá o Lepo Lepo"

- Minha mãe está certa quando me diz que não se deve elogiar antes da hora.
- Aqui, o compositor levantou para ir ao banheiro e perdeu o fio da miada por lá. Quando lembrou que tinha a música para terminar catou umas sílabas e as misturou no liquidificador e terminou - mentira, esquece a parte do liquidificador. 
- Pow, mano! Tava até indo bem, mas a imaginação acabou.

Depois disso o refrão é repetido 738367464738 vezes.
Ok, chega de Lepo Lepo! Não é uma música que figure nos meus players, mas é extremamente grudenta estou cantando aqui: "É tão gostoso quando eu Rá rá rá rá rá rá rá o Lepo Lepo".

Mas para terminar deixo dois questionamentos:

- O "Rá rá rá rá rá rá rá" seria algum verbo? Qual?
- O tal do "Lepo Lepo" é o que estou pensando que seja, Brasil?

Opine se amas.
Até a próxima!





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Autor

autorEstudante de jornalismo, escritor preguiçoso, poeta fracassado, ligeiramente otimista, irritantemente risonho e comicamente irritado.
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