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4 de dez de 2013

Em 2013, estava procurando uns textos de 2010, mas só achei os de 2009. A seguir, você lê o meu primeiro texto, escrito em 26 de novembro de 2009, uma relíquia, se você achar legal ou lembrar de alguém comenta aí e compartilha.

Nada como encontrar velharias nos arquivos pessoais.

Você...


Você não sabe, mas eu te vejo. Como poucos, eu te enxergo, te sinto. Perdoe-me se pareço indiscreto ou invasivo. Quero que saiba que te admiro, mas não confunda as coisas, sou apenas o Cara do Espelho refletindo o que vejo da maneira que posso. Devo confessar que...

Certa vez ouvi sua gargalhada, uma grande gargalhada. Quem ouvisse pensaria: "Nossa, que pessoa feliz e para cima". Mas sei que, quanto mais alto o riso, maior é o silêncio dentro do peito. É como tentar intensificar a alegria ao extremo, querer anestesiar-se fazendo o riso ecoar dentro do vazio criado pela tristeza. Mas este não é um riso como os outros, você sabe disso,  ele termina com um suspiro de volta à realidade, não se permeia.

Nos seus gestos, vi a confusão entre uma pessoa adulta e uma criança. A adulta que precisa manter-se de pé, firme, valente e ainda ser o porto-seguro de outras pessoas. Por outro lado, tem a criança munida da mais pura e sincera alegria, que tem seus medos e suas birras e que transita facilmente entre o real e o imaginário, indo a mundos que julga melhores para se viver. As duas parecem brigar exigindo espaço.

Nada pode ser tão sério ou tão fantasiado, nos extremos é que as pessoas se perdem. Talvez o seu equilíbrio tenha sido abalado e ainda não pôde ser restabelecido. Você deve saber que algo está errado e que faltam alguns pedaços. Muitas vezes seu olhar se perde na imensidão de qualquer metro quadrado ou na escuridão de um novo horizonte. Como se algo te impedisse de recomeçar, de dar o primeiro passo por medo de errar e de ter que passar por tudo isso mais uma vez.

O Cara do Espelho
Texto de 26/11/2009

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4 de nov de 2013

Série  Buracos 

 Cumprindo com o prometido estou de volta com a continuação do projeto "Buracos". Antes de mais nada, eu gostaria de agradecer imensamente pelo sucesso que fez o texto da semana passada. Um muito obrigado grande e redondo para todos que leram. Foi sucesso, tanto que até foram registrados acessos na Rússia, Coréia do Sul, Ucrânia, então muito obrigado a vocês aí do outro lado mundo também. 
 E na interpretação da nossa mulher misteriosa, continuamos com a colaboração especial de minha amiga Jislane Souza. Ela é uma estudante de Psicologia, apaixonada pelo rock e moradora da cidade de Poço Verde - SE. E, como todo mundo achava isso, se tornou minha prima em 2012.
 Vamos ao texto? Lá vai a segunda parte de "Buracos", vamos ver se nosso héroi desmemoriado vai lembrar de mais alguma coisa.

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2 de nov de 2013

Neste dia de finados eu tenho que dizer isso: Eu ouço gente morta!

Sim, eu ouço gente morta, o tempo todo. Ta, não que eu ouça espíritos, pelo menos não tanto. Mas os meus cantores favoritos já partiram dessa para uma melhor - ou pior, só Deus sabe. Tanto, que entre as centenas de músicas que tenho arquivadas pelo menos umas 400 se dividem entre musicas de Michael Jackson (1958 - 2009) e de Selena Quintanilla (1971 - 1995), além de outros como Fred Mercury, Cazuza, Whitney Houston, Renato Russo, Amy Whine House, Donna Summer e outros que não lembro o nome, mas que de vez em quando estão em meus ouvidos. Claro que lendo assim da até para imaginar uma mesa branca, algumas velas e algum tipo de ritual, mas calma não é assim, pelo menos não muito.

Gosto muito destes cantores e de suas músicas. Não considero isso um gosto mórbido já que a boa música não morre. Música ruim é que mata, às vezes de vergonha, viu povo das caixinhas de som nos ônibus? Como prova disso decidi escrever este desabafo pois não  há nada de errado em gostar de música de artistas mortos, principalmente quando os vivos estão produzindo muita porcaria. Vou escrever um pouco sobre Selena Quintanilla, como conheci e o que mais gosto nela. Não pretendo aqui escrever uma biografia completa da Selena, mas apenas dizer quem foi a Rainha do Tex-Mex, como a descobri e virei fã e algumas músicas que gosto, o ponto de vista de um fã. Espero que gostem!


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20 de out de 2013

De volta ao Cara do Espelho! 
A boa da vez é que volto com um novo projeto. A cada semana vou postar uma pequena série de textos, cada parte acompanhada de uma foto representativa. Para este projeto estou contando com a colaboração e participação da minha querida amiga/prima Jislane Souza que interpretará nossa misteriosa personagem. 
Espero que curtam, acompanhem, dêem palpites e espalhem por aí. E lembrem de curtir a página do Cara do Espelho no Facebook.


Buracos

Me lembro dos olhos dela, Doutor. Os olhos eram lindos, não muito grandes nem muito pequenos. Um olhar marcante. Sempre estava com os olhos muito bem desenhados e sua maquiagem dava ao olhar um mistério, uma profundidade onde facilmente poderia me perder. Ela tinha a pele branca, o rosto arredondado e grandes bochechas. Tinha belos lábios carnudos, não costumava usar batom, aliás, detestava. O máximo que usava era algum tipo de brilho que lhe dava um aspecto quase natural.

Os cabelos tinham um tom negro, eram longos, não muito volumosos, tinha um corte simples, mas ao mesmo despojado e fazia contraste com a pele branca. Tinha a estatura mediana e era bem magra, de gestos provocantes. Ela costumava se vestir moderna e confortavelmente, sempre com referências ao rock que tanto amava.

Do andar ao olhar ela tinha algo de encantador e detestável. De cabeça erguida, cintura fina, ela andava soberana. Maliciosa. Convidativa. Misteriosa. Parecia destemida. Livre como um pássaro, algum tipo de águia, talvez, ou uma bela coruja de hábitos noturnos, sempre à procura de mais uma presa.

Desculpa, doutor. Não consigo mais lembrar. Não me lembro o nome dela, mas é tudo o que restou na minha memoria. Desculpe-me, estou tentando, mas não consigo lembrar de mais nada. Minha cabeça dói.



Espero que tenham gostado!
 Semana que vem tem mais uma parte desta história.
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25 de ago de 2013

Ontem foi um dia tipico, acordei cedo, fui trabalhar e ao sair fui para casa e de la viajei para Simão Dias para ver meus pais. Adianto que foi uma rotina de ônibus, nada elegante e/ou glamourosa. Indo para a Rodoviária Velha, em Aracaju, vi como andar de ônibus e uma grande aventura de muitos personagens. Com o busão relativamente vazio da para perceber as reações dos passageiros. Ainda na Avenida General Euclides Figueiredo, subiu um jovem rapaz homossexual, e uma senhorinha simpática ficou a fitá-lo por um bom tempo com uma cara no minimo perplexa, como que para ela aquele tipo de pessoa não fosse normal. A reação dela me chamou a atenção e fiquei tentando imaginar sua visão de mundo e suas origens.
Já na rodoviária, em meio aquela bagunça e multidão, que atiçam meu lado esquizofrênico, entrei no micro-ônibus que me levaria a Simão Dias. La dentro, aquele tipico som de celular tocando um pagodão porno e uma jovem mae resmungando com seu filho davam o tom da viagem de duas horas rumo a minha terrinha. E assim foi.
Alem de todo o estresse e desconforto de uma viagem intermunicipal num fim sábado, tive que aturar aquela mae brigando com seu filho. Ainda bem que tenho uma grande mae, que me ensinou o o que e respeito me respeitando. A tal moça do micro dizia para o filho coisas para o menino do tipo: "você só sabe me atrapalhar", "seu idiota" e coisas piores. Imagino este guri com seus 13 e 14 anos aplicando com sua mae tudo o que ela o ensinou.
A medida que os quilômetros passavam novas pessoas surgiam, para o bem o ou mal. Incrível como nessas viagens sempre tem que surgir uma criatura cambaleante com uma lata de cerveja na mao, ouvindo e cantando Pablo do arrocha. Que nossa senhora dos fones de ouvido nos de paciência nestas horas, e muita. Alem disso, ainda tem aquele pessoal que fica te encarando, ouvindo suas conversas e dando uma olhadinha básica na tela do seu celular.
E encerrado o show do busão, já em Simão Dias, sobem meus queridos conterrâneos que, ao que parece, gostam de se espremer os ônibus. E serio, pois o busão pode estar vazio do meio para o final, mas a galera fica se amontoando na frente. Talvez um dia eu ainda faça um artigo científico a respeito deste estranho comportamento e isto vire pauta do Globo Repórter, ou não. Mas enfim, sobrevivi em todos os sentidos.
Não conheço o preço da fama, mas lido com o da pobreza todos os dias e, vai por mim, não e nada bom.
Mas vale a pena, tudo para estar perto de minha querida familia!

P.S.: E, enquanto eu enfrentava esse drama, uma grande amiga e colega, Suellen Mayara, viajava para Detroit, nos EUA, em busca de seus sonhos. Desejo a ela toda a força do mundo para que possa alcançar seus objetivos e que possa crescer cada vez mais. Que esta fase seja muito bem aproveitada.
Parabéns e boa sorte!
Diogo Souza

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21 de ago de 2013

Eu sempre sonhei em ser poeta daqueles que fazem poemas com belas palavras e rimas, mas nunca tive uma boa relação com os versos. Não sei, eles me censuravam muito. Comecei fazendo poemas do tipo melosos, de rimas forçadas e, por vezes, desconexas. Eu até poderia escrever um aqui, mas não estou com meu arquivo pessoal por perto, aliás, mesmo que tivesse não os postaria.
Por outro lado, a prosa está para mim como o clichê para a novela. Nela eu mergulho fundo, voo alto e sigo em frente rumo ao que a imaginação desejar. Há vezes em que tropeço nas palavras e caio de cara na decepção de ver um texto afundar. Daí a inspiração some, surge a raiva e uma sensação de fracasso que me faz duvidar de minha capacidade. Geralmente não me ouço quanto a isto.
Mas hoje a prosa e a poesia conversam amigavelmente comigo e sinto até que seja algo mais: um romance. Um triângulo amoroso entre a palavra, a emoção e eu. Um tanto cafona, não? Mas quem se importa?! Isto é escrita, é liberdade. É puro amor.
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18 de ago de 2013

O Cara do Espelho


Já faz um bom tempo que sou cobrado por amigos a criar um blog. Sendo assim, decreto este inaugurado. Por aqui, pretendo expor um pouco de mim, não minha rotina pois o tédio seria mortal, mas sim alguns textos com ficção, pensamentos, ideias e descobertas. Enfim, o que der na cabeça e eu julgar como "postável".

O nome do blog, O Cara do Espelho, veio da música Man in the Mirror, do Michael Jackson, ao qual sou fã. A letra fala da mudança que se precisa fazer dentro de si antes de mudar o mundo. Do homem no espelho que precisa mudar seus modos e deixar o egoísmo de lado. E quem nunca se encarou no espelho, refletindo a vida em frente ao próprio reflexo e pensando em mudar? Foi assim que criei este personagem e, ao criar este blog, decidi batizá-lo assim depois de consultar amigos. Nada como uns clichês, ein?

Depois de resolver mudar e largar a UFS e o Secretariado Executivo, em 2012, decidi correr atrás do sonho da comunicação e, com o apoio da família e amigos, mirei no Jornalismo e ganhei uma bolsa integral pelo Prouni na Unit, em 2013. Foi então que percebi que quando se quer algo de verdade é preciso lutar para se alcançar, depende de si mesmo.

Por aqui pretendo deixar minha criatividade fluir e espero poder compartilhar essa parte de mim que nem sempre mostro por aí. O Cara do Espelho pode ser um personagem, uma metáfora, um nome qualquer ou seja lá o que for, mas lá no fundo sou apenas eu tentando fazer alguma mudança.

Sejam bem vindos!

Diogo Souza
18 de agosto de 2013

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Autor

autorEstudante de jornalismo, escritor preguiçoso, poeta fracassado, ligeiramente otimista, irritantemente risonho e comicamente irritado.
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