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28 de abr de 2018

Achados:

A internet nos abre um mar de possiblidades e, vira e mexe, descobrimos algo maravilhoso nela. Na tag "achados", compartilho com vocês algumas das coisas que encontrei na web. 


Vivemos a era do streaming e do consumo de mídia sob demanda. Particularmente, já não consigo me readaptar ao hábito de sentar em frente à TV e acompanhar uma transmissão, seja ela ao vivo ou gravada.

Plataformas como a Netflix, o Spotify e o próprio Youtube são as que mais utilizo e me permitem consumir conteúdo sob demanda. Isso quer dizer que tenho acesso aos conteúdos onde quando eu quiser.

Há pouco tempo, encontrei um link que me levou a um site de streaming totalmente gratuito. Trata-se da Libreflix, uma plataforma brasileira aberta e colaborativa que reúne produções audiovisuais independentes, como filmes de longa, média e curta metragem, séries e também documentários. As produções são de livre exibição e despertam reflexões.

A ferramenta não é apenas uma ótima oportunidade para quem consome, mas também para quem produz conteúdo, pois qualquer pessoa pode adicionar uma produção ao catálogo da Libreflix.



Acesse a Libreflix: https://libreflix.org/


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4 de abr de 2018




É inegável que há fases na vida em que as coisas parecem desandar, tudo fica mais complicado, os imprevistos surgem, os entraves aparecem, alguém apronta alguma coisa conosco... Só de listar, já fico suado. Mas, por pior que seja, essa é uma característica da vida. As coisas não são fáceis mesmo e, ainda por cima, sempre tem alguém para tornar pior. 

Então, se você esbarrou num problema e as coisas não estão muito bem, sente, respire fundo e se permita sentir o que o coração mandar naquele momento. Sofrer é permitido e ficar para baixo também, mas não para sempre.

Há um tempo, enfrentei situações muito ruins devido a uma pessoa tóxica. Foram semanas de assédio moral, chantagens emocionais, descrença e desdém. A princípio, aquilo me pegou desprevenido e o choque me deixou deprimido. Sofrer injustiças é sempre terrível para qualquer pessoa e isso me causou muita dor e revolta. 


Pensei em reagir de diversas maneiras, pensei até em revidar na mesma moeda, entrar no jogo e devolver toda a toxidade que estava recebendo. No entanto, refleti um pouco mais e fiz o que costumo fazer: me dar um tempo. Esse dar um tempo consiste em me desligar um pouco, me afastar do caos e me reaproximar do meu eu. É um processo de reconexão, quase como recarregar as energias.

E, apesar de toda a ansiedade e ira que me acometem nessas horas, aprendi que é necessário parar e pensar. Sair do campo aberto de batalha, ir para a trincheira, procurar abrigo e refazer a estratégia. Costumo dizer que o silêncio tem sido meu amigo há anos e é justamente por isso. No caos, supero os ímpetos de revidar e silencio para buscar uma solução.

Foque na solução, não no problema

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Sonho, coragem, inspiração e harmonia


É essencial não focar apenas no problema e, por isso, me obrigo a buscar soluções diferentes e criativas. Problemas são obstáculos que precisam ser superados, são degraus que precisam ser subidos para se alcançar um novo patamar. 



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Nesse processo, para cada coisa ruim que me acontece, procuro fazer outras duas boas. Seja uma atividade prazerosa, um passeio, uma boa leitura, uma nova ideia para um projeto, um novo sonho, etc. Há sempre infinitas possibilidades e todas elas dependem de nossas escolhas, de como agimos e reagimos diante da vida. 

As respostas para nossos problemas estão dentro de nós, basta saber procurar com paciência e humildade. Não é fácil, como nada é na vida, mas nos ajuda a superar as dificuldades e expandir nossas possibilidades. 

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25 de fev de 2018




Há um tempo, tirei uma manhã de domingo para acompanhar minha amiga Michele no shopping. Só iríamos resolver uma coisa rápida numa das lojas e depois iríamos embora. Até a loja abrir, ficamos conversando e passeando pelo shopping quase deserto. Fomos à praça de alimentação e, enquanto comprávamos um milk shake, alguém tocou o ombro de Michele e ouvimos uma voz doce e trêmula falar:

- Uns com tanto e eu quase pelada.

Olhamos para trás de imediato em busca da dona daquela voz. A princípio, não entendemos de onde ela veio e, muito menos, do que ela estava falando. Só depois, observando melhor, vimos que era uma senhora de idade avançada, com alguns curativos na pele frágil e cheia de manchas e o cabelo muito falhado. Só aí entendemos que ela falando dos cabelos de minha amiga.

Michele é dona de um cabelo afro poderoso que chama atenção pela beleza e pelo volume. Quando cumprimentamos aquela senhorinha, sentimos aquela coisa boa quando conhecemos alguém do bem. Ela nos transmitiu uma energia tão boa que ficamos encantados na mesma hora. Sem exageros, ficamos sem reação, até mesmo para conversar um pouco mais com ela.

Eu e Michele ficamos impressionados com sua simpatia e graça. Ela nos desejou bênçãos e saiu. Algumas horas mais tarde, ainda no shopping, estávamos caminhando quando a reencontramos e, mais uma vez, ficamos sem reação, encantados com sua simplicidade e alegria. 



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Muito festiva, pegou em nossas mãos amavelmente e pude sentir como sua pele era delicada. Ela recordou um ditado que costumava ouvir quando morava no Rio de Janeiro.

- Pessoas com a energia boa se atraem – disse com um grande sorriso no rosto.

Ela disse que nada era por acaso e que nossa energia, a de Michele e eu, a atraiu até nós. Ela era aquele tipo de pessoa fofa e nos marcou com sua simplicidade e humildade.

Conversando mais tarde com Michele, refletimos o quanto aquele encontro iluminou nosso domingo. Pode até parecer bobagem, mas aquela senhorinha com o cabelo falhado nos deu um lembrete da importância de cuidar da nossa energia, pois atraímos o mesmo que transmitimos. Semelhante atrai semelhante.

Sou grato a ela e à vida por mais esse aprendizado.



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21 de fev de 2018


O fracasso mexe com nosso ego, pois significa que algo falhou. É algo que dói e digo isso porque, há poucos meses, vi muita coisa dar errado em minha vida. Atividades que antes me satisfaziam, deixaram de ser prazerosas e se tornaram cansativas, enfadonhas e deprimentes. E foi nesse cenário que tive que aprender a lidar com o fracasso.

Eu estava deprimido, estressado e ansioso. A frustração se misturou a um sentimento de incapacidade e inferioridade. Me arrastava em um emprego que não me fazia feliz, dentro de uma rotina cansativa e improdutiva. E se você acha que depois de tantos desacertos as coisas simplesmente começaram a melhorar, se enganou. As coisas conseguiram ficar ainda piores.

Mas chegou um momento que eu cansei. Cansei de trabalhar com o que eu não gostava. Cansei de abandonara escrita por preguiça ou medo de não aceitação. Cansei de me colocar como vítima e fiz um esforço para deixar de resmungar e tomar uma atitude racional.

Nessa fase, tive que tomar decisões que procrastinava há meses. Mudei de emprego, estou mudando minha rotina e aprendendo a fazer coisas que antes acreditava que não conseguiria. Como toda mudança, foi um momento de instabilidades, insegurança e medo. Mas, acima de tudo, foi um momento de aprendizado profundo sobre quem eu sou, onde estou, com quem estou e onde quero chegar.

Enquanto o furacão passava, escrevi uma crônica que está em meu blog chamada “O lado bom do caos”. Ela simbolizou essa mudança, foi quando me obriguei a enxergar que as dificuldades fazem parte da vida de qualquer pessoa e que fracassar é normal.

O importante mesmo é o que a gente faz com esse fracasso.


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Entendi que cabe a mim decidir se o caos e o fracasso vão me destruir ou serão uma oportunidade de me reinventar, superar e crescer. Os sonhos são possíveis quando acreditamos e lutamos por eles. Por isso, sempre temos que lembrar que as tempestades passam e as nuvens se dissipam. É por isso que não podemos deixar o desespero nos dominar e o medo nos paralisar. A vida pode não estar sendo fácil e tudo estar fora de controle, mas não é fim do mundo, talvez você só precise descansar, avaliar a si mesmo e recomeçar.

O primeiro passo é acreditar!
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22 de jan de 2018





Ao longo dos anos, venho conhecendo diversas pessoas por meio do blog, pessoas que lêem, se identificam com algum trecho, que concordam ou não, etc. Pessoas diferentes, distantes fisicamente e até mesmo socialmente, mas a maioria aparecia com algo em comum: a dor da perda. O “deixar ir” era o maior desafio naquele momento.

Temos uma tendência a idealizar a vida, a esperar demais e nos apegar demais às pessoas, locais ou momentos. No entanto, tudo é passageiro. Há coisas que duram muito tempo, outras nem tanto. Aprendemos a conquistar e a vencer, mas nem sempre estamos prontos para derrota.

Lembro que alguns daqueles leitores reclamavam de quase tudo o que viveram e viviam ao lado de seus parceiros, a maioria eram relacionamentos falidos, desgastados por brigas, orgulho e ciúmes, alguns até mesmo por abuso. Faziam questão de mostrar porque eram infelizes. No entanto, mesmo com tantos motivos, ainda era muito difícil reconhecer que o ponto final talvez fosse a melhor solução.

Um leitor uma vez comentou sobre um texto meu e disse que sentia que era hora de dar um basta na relação que vivia na época. Dizia-se cansado de sofrer e de viver tantas instabilidades pelas incertezas da outra pessoa. Ele já sabia que não valia a pena sofrer nem se desgastar tentando fazer a relação voltar a ser como era no início. Esse leitor se tornou um grande amigo e o vi escrever seu ponto final discreta, calma e decididamente. Ainda assim, não foi um processo fácil, como pude acompanhar.

Muitas vezes, os parágrafos finais de uma história já foram escritos, mas falta coragem para colocar o último ponto. Decidir talvez seja a parte mais difícil, pois o que vem depois é libertador. Deixar a pessoa ir é uma grande prova de amor ao outro e a si mesmo, afinal sofrer não vai fazer bem a nenhum dos dois.

Dalai Lama escreveu sobre quando estamos envolvidos demais com qualquer sentimento, seja amor ou ódio, e que temos que olhar para dentro e questionar: “o que é afeto? E o que é apego? Qual a natureza da raiva?”. As respostas estão dentro de nós e nos cabe entender até onde vai o afeto e começa o apego.

Do que você precisa desapegar?



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Desapegar no sentido de saber que estamos todos de passagem e que ninguém pertence a ninguém. Saber que as coisas nem sempre saem como queremos. Perdoar os erros do outro. Reconhecer os próprios erros. Perdoar a si mesmo. Deixar ir. Tudo é decisão.

Esse texto é mais um lembrete a mim e aos meus leitores de mais tempo de que crescemos com tudo que passamos. E constatamos que, como dizem, segurar a corda machuca mais do que deixar ir.
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16 de jan de 2018


Era véspera de páscoa quando achei uma foto interessante no Pinterest, salvei e publiquei no perfil do Instagram do Cara do Espelho. Tratava-se de uma dessas pichações poéticas. Nem a foto, nem a frase eram minhas, mas aquela publicação viralizou e ganhou quase 400 curtidas, um número expressivo para um perfil que não tinha mais que 300 seguidores e as publicações não passavam de 20 likes

Confesso, me senti incomodado com o fato de um conteúdo alheio ter viralizado. Porém, aproveitei a oportunidade para divulgar mais meu o trabalho, investi em publicações parecidas e produzi as minhas nos mesmos moldes. Em três meses, consegui mais de 400 seguidores, alguns até famosos. Foi gratificante ver o crescimento fruto do meu esforço, mas acabei perdendo o fôlego.

De repente, os meus conteúdos autorais não tinham tanto alcance e comecei a me comparar com outros blogs literários e essa comparação me despertou sentimentos ruins de inferioridade. E isso tomou conta de mim em relação às outras redes sociais, incluindo nos perfis pessoais. Eu via a felicidade, agitação, beleza e perfeição em todas as publicações nos feeds e stories e me sentia pequeno e desnecessário perto de tudo aquilo. 


A imagem nos afeta

Reprodução: Netflix

Já experimentei outros afastamentos das redes por estar saturado desse mundinho, mas nunca por me sentir inadequado. Quando me dei conta do que estava acontecendo, lembrei de um texto que li no blog Coisas de Carol, da minha amiga Carol Matias, que fez uma reflexão sobre como nos afetamos pela imagem nas redes sociais. Ela escreveu isso em setembro e, na época, não me dei conta que começava a viver aquilo. 

No texto, Carol falou sobre como foi estar numa rede social e não se sentir confortável em ser ela própria, por ter receio de não estar à altura do que é publicado lá. “Eu me sentia e sinto estranha por que, caramba, todo mundo é tão lindo, tão inspirado, tão legal no Instagram, vida maravilhosa e eu não consigo nem postar uma selfie com uma legenda legal uma vez ou outra. Isso me fazia/faz um mal danado”, escreveu.

Esse trecho me pegou! Há alguns anos, minhas redes estavam cheias de fotos minhas, textos autorais e reflexões. Eu fazia isso porque me fazia feliz compartilhar momentos pessoais e ainda divulgar minha produção artística. Com a faculdade e trabalho, diminui a quantidade. Só que, de uns meses para cá, fui tomado pela mesma sensação descrita por Carol, tanto para minhas fotos quanto para meus textos. 

E foi pesquisando sobre assessoria de comunicação, que encontrei um vídeo que veio a calhar com essa reflexão. A jornalista e coaching de imagem e reputação, Nathana Lacerda, publicou um vídeo em seu canal comentando sobre o dia em que ela decidiu postar uma foto de cara limpa – largada mesmo –, logo depois de ver aquela enxurrada de fotos perfeitas do Instagram. Sua intenção foi mostrar que não há motivos para ter vergonha da sua realidade só porque ela é diferente das outras pessoas. 


Não devemos comparar nossa vida com a do outro


Já escrevi sobre comparações na vida profissional e, agora, percebo que a raiz do problema é a mesma nesse caso. Ao comparar e julgar minha vida e meu conteúdo como ruim ou irrelevante, deixo-me tomar por um sentimento de inferioridade paralisante. No entanto, não há motivos para isso, pois eu já sei que todos somos diferentes e vivemos contextos diversos.


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Não posso pautar minha vida de acordo com o que os outros vão ou não pensar de mim, muito menos querer imitar esses padrões de beleza e comportamento. Preciso ser eu mesmo. E se, por acaso, eu não me sentir confortável em ser quem eu sou, já sei que há algo que preciso resolver e uma lição a aprender.

Como disse a Carol Matias, em sua reflexão: “a partir de hoje terão fotos feias sim, terão fotos espontâneas sim, terão fotos que contem histórias e momentos sim”. 

Nada mais justo, pois somos humanos, somos diferentes, somos muitos e, ao mesmo tempo, somos únicos. Temos fases de alta e também de baixa. Então, vamos ser reais onde quer que estivermos, na rede social ou na vida. Até por que ninguém gosta de fakes, né? 

Leia a crônica da Carol aqui: http://bit.ly/reflexãoCarolMatias

Assista ao vídeo da Nathana: 







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Autor

autorEstudante de jornalismo, escritor preguiçoso, poeta fracassado, ligeiramente otimista, irritantemente risonho e comicamente irritado.
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